No interior do Amazonas, um episódio chocante escancarou falhas graves no sistema de saúde: um médico de sobreaviso não compareceu para realizar um parto, e a consequência foi fatal, o recém-nascido morreu pouco tempo depois de nascer. O profissional identificado é o boliviano Humberto Fuertes Estrada, ligado ao Hospital Regional de Eirunepé “Vinícius Conrado”, segundo apurações.
O médico em questão é Humberto Fuertes Estrada, boliviano, que atuava no Hospital Regional de Eirunepé “Vinícius Conrado”. Segundo relatos, a gestante deu entrada por volta das 4h, já em trabalho de parto. Apesar de várias tentativas da equipe para contatá-lo, ele não atendeu aos chamados.
Diante do silêncio, a administração do hospital chegou a enviar uma ambulância até a residência do profissional, mas sem sucesso, ele não respondeu à equipe nem à prefeitura local. Somente por volta das 9h, cerca de cinco horas depois, ele apareceu na unidade para finalmente realizar o parto.
O parto foi executado, mas o recém-nascido não resistiu. De acordo com testemunhas, a criança teria aspirado fezes e restos de placenta, o que pode ter contribuído para o desfecho trágico. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Eirunepé informou que a família da mãe recebe acompanhamento multiprofissional.
A Polícia Civil já solicitou exame cadavérico para apurar as causas da morte e ouviu o médico e outras testemunhas para investigação.
O caso revela falhas sérias na prestação de serviços de saúde em regiões mais remotas, desde a prontidão de profissionais até a resposta a uma emergência obstétrica. O afastamento do médico e o início da investigação são passos importantes, mas a comunidade exige não só explicações, mas também garantias concretas para que situações similares não se repitam. É essencial que as autoridades de saúde reforcem os protocolos para atendimento de partos, garantindo que a assistência médica esteja realmente disponível quando mais importa.











