A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo confirmou a primeira morte por dengue neste ano (2026) no estado: um homem de 53 anos residente em Nova Guataporanga, na região Oeste paulista, próximo à divisa com Mato Grosso do Sul, morreu após desenvolver complicações da infecção pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. As declarações foram divulgadas oficialmente nesta sexta-feira (16) pela pasta de vigilância epidemiológica estadual.
De acordo com os dados mais recentes, o caso teve início com sintomas no dia 3 de janeiro, e por isso a ocorrência ainda é registrada no sistema epidemiológico como pertencente à semana que começou em 2025—um artefato estatístico adotado em análises de saúde pública.
O estado paulista já contabiliza milhares de casos prováveis e confirmados da doença em 2026, com um número expressivo de notificações e vários óbitos ainda sob investigação. As regiões de Araçatuba, Presidente Prudente e Taubaté figuram entre as áreas com maior incidência neste início de ano.
No contexto nacional, o Brasil também enfrenta alta na transmissão de dengue, com mais de 11 mil casos prováveis registrados neste ano em todo o território brasileiro e diversas mortes em análise pelas autoridades sanitárias. Mesmo que os números de óbitos ainda sejam incertos, as estatísticas reforçam a necessidade de vigilância intensiva, sobretudo durante o verão e nas áreas com maior circulação do mosquito transmissor.
Especialistas em saúde pública lembram que a dengue permanece uma epidemiologia sazonal importante no Brasil, com picos que geralmente ocorrem entre o final do verão e o início do outono, exigindo reforço nas campanhas de prevenção e controle do vetor.











