(Foto: Reprodução)
A noite que deveria trazer descanso terminou em revolta para os moradores do conjunto Conjunto Eldorado, na zona Centro-Sul de Manaus. Após uma forte chuva na capital que destruiu postes, derrubou árvores e danificou a rede elétrica, o bairro junto a diversas outras áreas da cidade ficou sem luz por mais de 24 horas. O apagão virou sinônimo de puro caos.
Com paciência esgotada, os moradores decidiram agir. Ruas foram bloqueadas, barricadas foram montadas e, no início da noite de segunda-feira, manifestantes atearam fogo em materiais no meio da via para impedir a circulação de veículos. Era o grito de uma população que se cansou da espera e exigiu uma resposta imediata da concessionária.
O apagão atingiu muito mais que casas atingiu vidas. Sem energia, frigoríficos deixaram de funcionar, alimentos perecíveis estragaram, o calor intenso tornou o ar insuportável e a sensação de abandono ganhou força. Moradores reclamam da falta de assistência, da demora no restabelecimento do serviço e da ausência de um plano claro de reparos. Tudo isso enquanto o relógio do sofrimento seguia.
Segundo a Amazonas Energia, o temporal comprometeu a rede ao derrubar árvores e romper cabos de alta tensão. A empresa afirma ter acionado seu Plano de Contingência e multiplicado o número de equipes em campo para acelerar os reparos. Mesmo assim, milhares de unidades consumidoras continuavam sem energia.
O protesto no Eldorado não é um caso isolado. A escassez de luz se repete com frequência em diversos bairros da capital, o que alimenta a desconfiança de que a infraestrutura da cidade está longe de garantir segurança diante de tempestades um risco que se repete a cada estação de chuvas. No escuro, a paciência terminou. E o grito da população chegou.











