Foto – Dhyeizo Lemos/Semcom-Prefeito e Alessandro Araújo e Marcio Melo/Seminf
A cidade parou por alguns segundos. Como se respirasse antes de um salto.
Na manhã desta quinta-feira, o prefeito David Almeida assinou a ordem de serviço para o Complexo Viário Passarão, uma obra que promete mudar para sempre a rotina da zona oeste de Manaus.
Um gigante de concreto prestes a nascer
Com 25 mil m², um elevado de 276 metros, uma trincheira de 266 metros e três níveis diferentes de tráfego, o novo complexo chega como uma tentativa ousada de reorganizar o fluxo em uma das regiões mais saturadas da capital.
O desenho urbano impressiona:
- Quem vem da Compensa (av. Brasil) em direção à Coronel Teixeira seguirá pela trincheira.
- Quem sai da Coronel Teixeira e precisa acessar o Ministério Público utilizará o nível superior.
- Já quem trafega pela Coronel Teixeira rumo à Compensa continuará no nível da rua.
É uma engenharia de caminhos que tenta domar anos de congestionamento, buzinas nervosas e horas perdidas no trânsito.
O discurso, a promessa e o silêncio entre as palavras
Enquanto assinava o documento que libera o início das obras, o prefeito falou em modernização, fluidez e “uma nova era de mobilidade para a zona oeste”. Mas, como toda grande obra, o anúncio carrega também aquilo que não se diz: expectativas altas, prazos apertados, impactos profundos e a pergunta silenciosa que sempre paira sobre intervenções desse tamanho:

Vai entregar o que promete?
A cidade observa
Motoristas celebram, moradores estão divididos, comerciantes esperam.
A obra nasce como promessa, mas promete virar enredo diário na vida de quem vive, trabalha ou atravessa o Passarão.
E, como toda grande transformação urbana, o capítulo de hoje é só o primeiro.
O resto da história será escrito entre escavações, máquinas e o ritmo frenético da cidade que nunca para.
E a verdade é simples:
O complexo viário está lançado.
Agora, Manaus aguarda para descobrir se o futuro cabe dentro desses 25 mil metros quadrados.











