O Caso Benício Xavier, que já mobilizava intensos debates sobre responsabilidade médica e segurança hospitalar em Manaus, ganhou novos contornos após a divulgação de imagens inéditas do atendimento do menino no Hospital Santa Júlia. Os registros, tornados públicos nesta semana, reacenderam a comoção nacional e ampliaram as suspeitas que já vinham sendo levantadas nas investigações da Polícia Civil.
As gravações, exibidas em reportagens de repercussão nacional, mostram momentos do atendimento que antecederam a morte de Benício, de 6 anos, reforçando a linha de que houve uma sequência de erros graves desde a prescrição indevida até falhas de conduta durante os procedimentos médicos.
Imagens revelam inconsistências e pressionam investigação
Nas novas imagens, é possível observar movimentações dentro da sala de atendimento e interações entre profissionais, que, segundo analistas consultados pela imprensa, sugerem contradições em versões anteriores apresentadas pelos envolvidos.
A divulgação reforçou a suspeita de que o caso não se resume a um único erro, mas a uma cadeia de falhas incluindo mudança de versão das profissionais que atenderam Benício.
As imagens também serviram para embasar a ampliação das linhas investigativas pela Polícia Civil, que agora considera possíveis irregularidades no prontuário médico, manipulação de informações e falhas adicionais durante procedimentos posteriores à aplicação da medicação.
O erro que desencadeou a tragédia
Benício morreu após receber uma dose de adrenalina intravenosa, quando o medicamento deveria ter sido administrado por inalação. A própria médica responsável pelo atendimento, Juliana Brasil Santos, teria assumido ter prescrito a medicação de forma incorreta como mostram prints de mensagens revelados pela imprensa.
A técnica de enfermagem que aplicou o medicamento também está sob investigação. As duas profissionais participaram recentemente de uma acareação, que levou a polícia a ampliar o escopo da análise pericial no caso.
Polícia investiga possível adulteração de prontuário
Outro ponto crítico revelado pela investigação é a suspeita de manipulação do prontuário médico. Inconsistências identificadas no documento levantam dúvidas sobre a integridade das informações registradas após o atendimento o que pode indicar tentativa de ocultar falhas ou alterar a cronologia dos fatos.
Essa nova pista levou a polícia a solicitar análises técnicas no sistema de registro do hospital.
Apesar da gravidade das acusações, a Justiça concedeu habeas corpus preventivo à médica, permitindo que ela responda ao processo em liberdade até decisão definitiva. Ela segue afastada do hospital e sob medidas cautelaresR.

📌 Repercussão nacional e cobrança por justiça
A publicação das imagens e a exposição de novas suspeitas provocaram forte mobilização nas redes sociais, além de indignação pública. O caso ganhou destaque nacional, pressionando autoridades e entidades de fiscalização a se posicionarem sobre protocolos de segurança e responsabilidade médica em hospitais particulares.
A família de Benício, profundamente abalada, segue cobrando transparência e responsabilização integral dos envolvidos.











