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Dívida de R$ 4 termina em brutalidade: Homem é morto a marretadas em Manaus

Manaus 128

Após a identificação dos envolvidos, a Justiça autorizou a prisão temporária dos suspeitos – Foto: Reprodução/Web

A discussão foi boba. R$ 4. Um valor que deveria ser motivo de nada mais do que um acerto simples. Mas dentro de uma casa na rua Serra do Mel, no bairro Gilberto Mestrinho, esse valor virou sentença de morte. O que parecia ser apenas mais uma conta mal paga se transformou em horror.

Quando a confusão escalou, a brutalidade tomou conta. Dois homens agora presos invadiram o imóvel, agar­raram a vítima, e desferiram golpes implacáveis com uma marreta. Segundo a polícia, foram cerca de dez pancadas diretas na cabeça de Mateus Coelho Brandão. Sangue, dor, desespero. Dias de luta pela vida em hospital, até o inevitável fim. A arma do crime virou símbolo de selvageria, o preço foi um dos mais baixos possíveis e a consequência, a mais terrível.

A motivação? Uma dívida de R$ 4 usada para comprar bebida alcoólica, segundo as investigações. Um valor quase ridículo para justificar tamanho ódio. Após o crime, os suspeitos tentaram negar, alegaram legítima defesa, mas as evidências derrubaram a versão. Um vídeo gravado logo depois mostrou o autor atacando sem piedade. Testemunhas confirmaram: havia incentivo, agressão coletiva, desejo de matar.

Marretada
Delegado Fernando Damasceno, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
(Foto: Erlon Rodrigues/PC-AM)

Quando a notícia se espalhou, Manaus parou. O horror chegou pelas linhas frias de texto, mas a sensação de injustiça ecoou pelas ruas. Uma vida arrancada por menos que o preço de um refrigerante. A família destruída, amigos em choque, cidadãos revoltados. A pergunta que fica: quantas vidas serão ceifadas por causa de migalhas? Quanto de humanidade ainda resta?

A prisão dos dois suspeitos Diogo Almeida Magalhães e Luan Serrão da Silva foi determinada pela Justiça na última segunda‑feira. Um terceiro envolvido ainda está foragido. A investigação segue, mas a sensação de horror permanece viva. Que esse caso sirva de alerta: a banalização da vida custa muito caro.

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