Pela primeira vez na história, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o maior produtor mundial de carne bovina em 2025, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e projeções do setor agropecuário internacional.
Segundo o relatório divulgado em dezembro, a produção brasileira deve alcançar 12,35 milhões de toneladas de carne bovina em 2025, considerando o peso de carcaça, enquanto os Estados Unidos devem registrar cerca de 11,81 milhões de toneladas no mesmo período uma diferença que coloca o Brasil no topo do ranking global.
Até então, os povos norte-americanos mantinham a liderança histórica desde os anos 1960, quando o USDA começou a acompanhar as estatísticas. A vitória brasileira decorre de uma combinação de forte produtividade, maior rendimento de carcaça e adoção de tecnologia no campo, que permitem um maior volume de carne produzida por animal abatido.
Por que essa mudança aconteceu?
Especialistas apontam alguns fatores que ajudaram o Brasil a conquistar a liderança:
- Ganho de produtividade: o peso médio dos bovinos abatidos no país tem crescido, com registros que contribuem para níveis maiores de produção total.
- Uso de tecnologia na pecuária: melhorias na alimentação e manejo dos animais influenciam diretamente na qualidade e peso das carcaças.
- Contração do rebanho nos EUA: os Estados Unidos enfrentam uma redução estrutural do rebanho, registrada como a menor desde a década de 1970, além de custos elevados de produção e desafios climáticos.

O que dizem as projeções para 2026?
O USDA projeta que, em 2026, tanto o Brasil quanto os Estados Unidos produzirão aproximadamente 11,7 milhões de toneladas cada um sugerindo um equilíbrio entre os dois países no ano seguinte.
Analistas do setor acreditam que a produção brasileira pode se manter estável ou até crescer, o que colocaria o país em posição confortável como líder, mesmo diante de possíveis retrações gerais no mercado mundial.
Contexto no mercado global de carnes
O avanço da produção brasileira ocorre em um cenário de desafios na pecuária global, incluindo mudanças nos padrões de consumo e dificuldades de rebanho em diversas regiões. Ainda assim, o Brasil segue forte exportador e competidor no comércio internacional de carne bovina, beneficiado por sua escala e capacidade produtiva.











