Na manhã deste sábado, a Polícia Federal bateu à porta da casa de Jair Bolsonaro em Brasília e cumpriu uma ordem de prisão preventiva emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A ordem judicial é dura: há forte temor de que o ex-presidente, já condenado a 27 anos por tentativa de golpe, possa romper a tornozeleira eletrônica e fugir.

Esse novo capítulo na trajetória de Bolsonaro representa um choque brutal na cena política brasileira. A vigília convocada por seu filho Flávio, que mobilizava apoiadores para orar nas proximidades da residência, foi apontada como risco real à ordem pública.
Para o STF, esse ato poderia servir de distração para uma tentativa de fuga, sobretudo após indícios de que a tornozeleira eletrônica foi violada pouco antes da prisão.
Aliados de Bolsonaro já falam em “perseguição política”. O senador Flávio Bolsonaro convocou a mobilização em tom dramático: “quem vai lutar ou vai ficar no sofá?”, ecoando a narrativa de que há uma conspiração para calar o ex-mandatário. Por outro lado, lideranças do PT celebram a prisão como uma medida necessária para preservar as instituições e garantir que ele responda pelos atos antidemocráticos.

A decisão de Moraes, agora, será submetida à 1ª Turma do STF para confirmação na segunda-feira. Se mantida, essa prisão preventiva pode marcar o começo do cumprimento imediato da pena, já que o risco de novas manobras por parte de Bolsonaro foi considerado concreto.
É o momento mais grave da carreira política de Bolsonaro desde a sua condenação. Para os seus seguidores, é um beacon de injustiça e perseguição; para os críticos, uma vitória decisiva contra o autoritarismo. Independentemente do lado, o Brasil assiste a um momento histórico que pode moldar não apenas o destino de Bolsonaro, mas também o equilíbrio de poder nas próximas eleições.










