Nesta sexta-feira (21/11), o governador do Amazonas, Wilson Lima, iniciou uma nova etapa de distribuição do Auxílio Estadual Permanente no Médio Solimões, entregando 1.600 cartões para famílias vulneráveis em Japurá, Alvarães e Tefé.
Desses cartões, 300 foram destinados a Japurá, elevando o número de beneficiários para cerca de 1,3 mil famílias na cidade. Em Alvarães, outros 300 cartões foram entregues, totalizando aproximadamente 1,4 mil famílias beneficiadas. Já em Tefé, foram entregues 1.000 cartões, chegando a 5,4 mil beneficiários apenas nessa localidade.
A cerimônia contou com a presença de lideranças políticas locais, incluindo os prefeitos Vanilso (Japurá), Lucenildo (Alvarães) e Nicson Marreira (Tefé). Também estiveram presentes deputados estaduais e federais, reforçando o compromisso do governo com esta expansão do programa.

Wilson Lima enfatizou a importância social da medida: “É importante falar que a maioria dos beneficiários do Auxílio Estadual Permanente é formada por mulheres, mais de 90%. O auxílio é permanente e ninguém vai tirar de vocês”, declarou, destacando que o programa agora é amparado por lei, graças à parceria com a Assembleia Legislativa.
Para receber o auxílio, as famílias devem cumprir alguns requisitos: ter mais de 18 anos, estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico), além de ter renda per capita de até meio salário mínimo. O programa prioriza núcleos familiares chefiados por mulheres, com dependentes, pessoas idosas ou com deficiência.
De acordo com a legislação estadual (Lei nº 5.665/2021), o auxílio concede R$ 150 mensais a até 300 mil famílias no Amazonas, o que representa um investimento anual elevado por parte do governo.
A ação faz parte de uma rota de entregas que já passou por vários municípios do interior, como Itacoatiara, Nova Olinda do Norte, Benjamin Constant e Tabatinga. As próximas etapas no Médio Solimões incluem Maraã (200 cartões a partir de 29/11), Uarini (300 cartões a partir de 3/12) e Jutaí (300 cartões em dezembro).

Por trás da entrega simbólica, há também uma forte estratégia política: o programa, agora permanente, reforça a imagem de Wilson Lima como gestor social e conectado às regiões mais remotas do estado, enquanto garante visibilidade entre as populações mais vulneráveis especialmente mulheres.
No entanto, a expansão do programa também gera debate. Alguns críticos questionam se os recursos são sustentáveis em longo prazo e se a forma de distribuição favorece regiões politicamente estratégicas. Outros argumentam que a política social é vital para reduzir desigualdades profundas no Amazonas e que a ampliação é uma conquista.
Conclusão: A entrega de 1.600 cartões no Médio Solimões é mais que uma operação social é uma peça central de uma estratégia de governo para reafirmar compromisso com a pobreza, o interior e a equidade. Resta saber se, além do simbolismo, essa ação vai gerar mudanças concretas para as famílias beneficiadas.











