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Tragédia e suspeita de erro médico abalam Manaus

Pequeno Benício Xavier de Freitas morreu após receber dose de adrenalina na veia em hospital de Manaus Foto: Divulgação

A morte do garoto Benício Xavier de Freitas, de apenas 6 anos, sacode a capital amazonense. Ele foi internado no Hospital Santa Júlia com sintomas de tosse e suspeita de laringite. Segundo os pais, o menino recebeu três doses de adrenalina via intravenosa uma medicação considerada grave para o quadro dele e, logo após a primeira aplicação, seu estado se agravou drasticamente.

De acordo com o relato do pai, o menino apresentou reação imediata, com palidez, dificuldade para respirar e dor intensa. Ele foi encaminhado à sala vermelha, intubado à noite e chegou a sofrer seis paradas cardíacas antes de falecer às 2h55 da madrugada de domingo (24).

Os pais registraram boletim de ocorrência no 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e exigem justiça. Eles classificam o que aconteceu como erro médico grave, afirmando que a dose e a via de administração da adrenalina não condiziam com o quadro de saúde da criança.

Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, faleceu em hospital de Manaus. Foto: Arquivo pessoal

Hospital afasta equipes e investigação está em curso

O Hospital Santa Júlia confirmou formalmente que a médica responsável pelo prescrição e a técnica de enfermagem foram afastadas preventivamente de suas funções. A Comissão de Óbito e Segurança do Paciente abriu uma apuração interna sobre o caso.

Paralelamente, o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CREMAM) instaurou um processo ético sigiloso para investigar as circunstâncias da morte o que demonstra a gravidade da denúncia e a possível negligência médica.

Também a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) entrou no caso para apurar a ocorrência. Até o momento não há pronunciamento público sobre culpabilidade ou laudo oficial divulgado.

Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, faleceu em hospital de Manaus. Foto: Arquivo pessoal

Perguntas sem resposta e revolta da família

Entre as principais dúvidas que pairam sobre o caso estão:

  • Por que a adrenalina foi administrada por via intravenosa e em doses tão elevadas mesmo com sintomas leves de laringite?
  • Havia justificativa médica para o uso agressivo do medicamento?
  • A equipe envolvida tinha preparo e especialização adequados especialmente considerando que a prescrição vinha com carimbo de “Pediatria”, mas não consta como especialidade da médica no cadastro oficial?
  • As investigações internas e externas apontarão culpa ou negligência?

Para os pais, a dor e a revolta são imensuráveis e o clamor por justiça aumentou entre amigos, familiares e moradores de Manaus. Eles esperam que nenhuma outra família enfrente algo parecido.

O que a sociedade exige: respostas e transparência

O caso de Benício mobiliza não apenas o luto de familiares, mas críticas à segurança dos hospitais particulares. Muitos questionam a fiscalização das práticas médicas, a formação dos profissionais e os protocolos de administração de medicamentos em crianças.

Enquanto isso, as investigações seguem. A apuração interna do hospital, o processo sigiloso do CREMAM e a investigação criminal da Polícia Civil caminham em paralelo e a sociedade espera pelas respostas que possam revelar o que de fato ocasionou a morte do menino de 6 anos.

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