No que se tornou o maior desastre residencial da história recente de Hong Kong, um incêndio devastador atingiu o conjunto habitacional Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po, deixando dezenas de mortos, centenas desaparecidos e provocando revolta nas ruas agora com um novo capítulo: possível corrupção nas reformas sendo investigada.
As chamas começaram na tarde de quarta-feira, 26 de novembro de 2025, e se espalharam rapidamente pelos prédios graças ao uso de andaimes de bambu e materiais altamente inflamáveis durante uma reforma como lonas plásticas e poliestireno para vedação de janelas.
Até o momento mais recente os números são chocantes: 55 mortos, 279 pessoas desaparecidas e dezenas de feridos.
Três homens dois diretores de uma construtora e um consultor de engenharia foram presos sob acusação de negligência grave e homicídio culposo. A polícia suspeita que a empresa tenha ignorado normas de segurança contra incêndios.
Mas a tragédia não para por aí: a agência anticorrupção de Hong Kong, Independent Commission Against Corruption (ICAC), já abriu um grupo especial de investigação para apurar se houve corrupção no processo de renovação do Wang Fuk Court afinal os indícios apontam para cortes de custos e uso de materiais proibidos.
A sociedade de Hong Kong está em estado de choque. Moradores desabrigados se amontoam em abrigos de emergência, organizações civis mobilizam doações e protestos silenciosos exigem respostas muitos questionam como reformas oficiais podem se transformar em armadilhas mortais.
Incêndio em prédios de Hong Kong - 26/11/2025 • Tyrone Siu/Reuters

















