A morte de um cachorro comunitário apelidado de Orelha em Florianópolis (SC) ganhou repercussão nacional e está sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina. O animal, que vivia há cerca de 10 anos na Praia Brava e era cuidado por moradores e frequentadores da região, foi brutalmente agredido por um grupo de adolescentes no início de janeiro, conforme apurado em inquérito policial.
Segundo a investigação, quatro adolescentes teriam espancado o cão com pauladas, deixando-o com ferimentos graves no corpo. Orelha foi encontrado agonizando e levado a uma clínica veterinária, mas, devido à extensão dos danos, os profissionais optaram pela eutanásia para encerrar seu sofrimento.
A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em casas dos suspeitos e apreendeu celulares e outros dispositivos como parte da coleta de provas. Em uma residência, os agentes também encontraram uma porção de droga não identificada, que está sendo analisada no contexto das investigações.
O caso provocou forte revolta da comunidade local, que realizou manifestação com cartazes e pedidos de justiça na Praia Brava. Moradores reclamam não apenas pela morte do cão, mas por uma postura mais rígida das autoridades em casos de maus-tratos a animais.
Figuras públicas também se manifestaram. A cantora Ana Castela publicou nas redes sociais sua indignação com o crime, descrevendo os suspeitos como sem “juízo” nem “coração” e ressaltando que maus-tratos contra animais são crime previsto em lei.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, prometeu novas atualizações sobre a investigação, reforçando que o caso está sendo tratado com prioridade pelas autoridades civis e que medidas legais apropriadas serão adotadas conforme o andamento do inquérito.











